Carlos Damião (ND) no seu Ponto Final: Autores

Troca-troca na Feira do Livro… No encontro dos publicitários Carlo Manfroi e Antunes Severo, cada qual saiu com o livro do outro. Severo ficou com a “Filha”, e Manfroi, por sua vez, levou autografado um exemplar da biografia escrita pela jornalista Ana Lavratti, “Antunes Severo – o menino do arroio Itapevi”.

Olha o presente que a Fátima mandou pra nós

Parcial da parte da Feira dedicada às atracões do dia

A Fátima Damaceno é jornalista e fotógrafa profissional que trabalha com o filho Cristian no Foto Arte Editora. Recentemente eles, em sociedade com o Fabiano dos Santos lançaram a revista Just in Time, um projeto inédito em Santa Catarina que permite aos participantes de um evento saírem com um exemplar da revista com suas fotos no final daquele encontro. As fotos abaixo são da nossa participação – Ana Lavratti e eu – na sessão de autógrafos que participamos sábado, 4/5, na Feira Catarinense do Livro que se realiza no Largo da Alfândega, ao lado do Mercado Municipal. Para quem não teve a oportunidade de comprar o livro Antunes Severo – o menino do arrio Itapevi, escrito pela Ana Lavratti, pode adquirí-lo no Box 32 do Mercado Municipal.

Enquanto a dança cigana rolava no palco eu e a Ana fazíamos pose para os fãs.

O clima de festa era contagiante e nós também entramos no embalo da confraternização

Embalados pelo clima de festa acabamos avançando no horário da próxima atração. Até mais ver.

6a. Feira Catarinense do Livro renova esperanças

ireneriosO sábado começou com a expectativa de bons presságios, embora algumas “sombrinhas” pairassem no ar. Bons presságios pela realização da 6a. edição de uma feira que faz parte da história da cultura e da literatura de Santa Catarina. “Nuvem” porque a do ano passado foi meio tristinha. Animados e torcedores pelo sucesso de tudo o que promova positivamente as coisas da memória e da história da cultura catarinense, lá estávamos a Ana Lavratti e eu convidados para autografar os dois livros da Aninha: Seus Olhos – depoimentos de quem não vê, como você nunca viu e Antunes Severo – o menino do arroio Itapevi.

Aliás, uma das inovações da feira foi a organização dos horários das diferentes atrações de cada etapa dos eventos: tudo se cruzando, rolando sol, mas cada um na sua área, no seu horário e com o seu próprio brilho.

Carlo e Antunes, reciprocidade até nos livros.

Essa introdução é para lhe apresentar uns flagrantes da nossa passagem por lá e o áudio da entrevista com a especialista em comunicação e marketing, Irene Rios, presidente da Câmara Catarinense do Livro.

Antunes, Ana Lavratti, Irene Rios no estande de autógrafos

Dois amigos e um “extranho” muito lindo

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Começa nesta quinta, dia 2, a Feira Catarinense do Livro

Ana Lavrati e Antunes Severo

A Câmara Catarinense do Livro realiza de 2 a 11 de maio a 6ª Feira Catarinense do Livro, no Largo da Alfândega, em Florianópolis.  Com o tema “Saúde nas Entrelinhas”, o evento aborda a efetiva relação entre literatura e saúde, propondo uma reflexão sobre os benefícios da leitura e da contação de histórias na recuperação de pacientes e no bem-estar da sociedade. Na mesma linha, o evento realizará uma coleta de livros, a serem selecionados e distribuídos em instituições de Saúde.

Além das sessões de autógrafos, a Feira do Livro, aberta diariamente das 9 às 20h com entrada gratuita, terá inúmeras performances culturais, incluindo contação de histórias com Rodrigo Calistro, intervenções poéticas e teatro em trâmite com atores do SESC, palestras, talk-show e apresentações de dança. “Queremos aproximar a população das obras literárias. Durante os 10 dias de Feira os visitantes terão a oportunidade de apreciar obras de diversas áreas do conhecimento, dirigidas a todas as idades. Poderão inclusive encontrar livros que não estão mais disponíveis em livrarias e com ótimos preços”, destaca a presidente da Câmara Catarinense do Livro, Irene Rios.

Entre os autores que já confirmaram presença na 6ª Feira Catarinense do Livro estão a jornalista Ana Lavratti – acompanhada pelo personagem de sua biografia, o legendário publicitário, radialista, empresário e executivo da comunicação Antunes Severo;  o publicitário e professor Carlo Manfroi, premiado na categoria poesia no Concurso Literário Mario Quintana/Sintrajufe; o presidente do Grupo Escola Irmão Delmiro – Centro Espírita Seara dos Pobres, Pedro Artur Alves Pereira; e Luiz Carlos Amorim, Menção Honrosa nos Prêmios Literários Cidade de Manaus em 2011; entre outros. Confira a programação completa em http://feiracatarinensedolivro.blogspot.com.br

SESSÕES DE AUTÓGRAFOS

SEXTA-FEIRA, 3 de maio

17h – O Último Reduto Legalista, de Fábio Paulo da Silva

SÁBADO, 4 de maio

10h – A Filha – Down em Alto Astral, de Carlo Manfroi

11h – Antunes Severo, o Menino do Arroio Itapevi, de Ana Lavratti

11h – Seus Olhos, Depoimentos de Quem Não Vê Como Você Nunca Viu (renda revertida para a Associação Catarinense para a Integração do Cego – ACIC)

12h – Minha Vida Cigana e Entre o Amor e a Loucura, de Marli da Cruz

13h – Paixões e Conflitos, de Célio Gilberto Silva

14h – A Luz da Vida não se Apaga com a Morte, de Pedro Arthur Alves Pereira

15h – Instituição para Jovens Prodígios – A Seleção, de L. L. Alves

16h – Menopausa: Mulher, Você não Está Sozinha, de Zeli Regina de Souza

SEXTA-FEIRA, 10 de maio

10h – O Rio da Minha Cidade, de Luiz Carlos Amorim

14h – A Luz da Vida não se Apaga com a Morte, de Pedro Arthur Alves Pereira

17h30min – Poesia e Música, da Banda Kronix

18h30min – A Filha – Down em Alto Astral, de Carlo Manfroi

SÁBADO, 11 de maio

10h – O Último Reduto Legalista, de Fábio Paulo da Silva

12h – Cada um Conta de um Jeito, de Aline Maciel

15h – Instituição para Jovens Prodígios – A Seleção, de L. L. Alves

16h – Menopausa: Mulher, Você não Está Sozinha, de Zeli Regina de Souza

Mais informações: 48 3223-1077 e 48 9623-7964

Nos tempos da Mauro Ramos

Dalton Luiz Gonçalves

Antunes, li sua biografia. Deixou-me muito admirado pela sua trajetória. Tinha conhecimento da sua atividade profissional na Ilha. Sua trajetória é rica em experiência na comunicação. Conhecia Antunes apresentador (Diário) e Antunes como publicitário.

O que mais me impressionou foi sua determinação com referência aos estudos. Parabéns. Determinação. Exemplo para ser contado. Contei hoje para meus dois netos. Um de 15 anos, meio malandro e outro de 11 anos, estudioso e dotado.

Temos amigos em comum, mas tem um que lhe admira muito: Flávio Coelho, meu amigo de infância, da rua Ferreira Lima com Mauro Ramos. Na esquina, o bar do Alemão, onde o Nico Luz frequentava, com seu curió na gaiola.

Foi por causa do Flávio que fui parar em Blumenau (TV Coligadas e Jornal de Santa Catarina). Acompanhava Antunes Severo pelo rádio e auditório. Tenho quase certeza que lhe vi pela primeira vez, nas redondezas da esquina da Ferreira Lima com Mauro Ramos. Não sei se você morava por lá. Este fato instantâneo está na minha memória. Sei lá. Pode ser coisa da idade.

Gostei muito da sua trajetória. O texto é agradável e comovente ao mesmo tempo. Parabéns pela vida. E parabéns pela família consolidada que construíste e pela relação amorosa com as origens. Dalton Luiz Gonçalves.

PS – Nossa turma da esquina: Flávio Coelho, Luiz Henrique da Silveira. Afonso Delambert, Zequinha Pacheco, Carlos Gainete, Prof. Meira (treinador de basquete), Felipe Luz , Cid Silveira, Edgar Moritz etc.

Caro Dalton: É bem possível que a gente tenha se cruzado naquela época (1957, mais ou menos). Eu e a Preta (Nivalda) estávamos namorando e eu comecei a frequentar a casa da família dela que fica entre a sede do Tiro Alemão e a rua José Boiteux, muito perto da esquina da Ferreira Lima com a Mauro Ramos, onde vocês se reuniam. Abraço fraterno, amigo.

Confraria ADVB/SC homenageia sócio fundador da entidade

A ADVB/SC, através dos conselhos deliberativo e fiscal, dos seus ex-presidentes, da diretoria executiva e dos associados, cumprimentam o fundador da Entidade pela passagem dos seus 80 anos e agradecem pela dedicação e pioneirismo marcantes. Florianópolis, 18 de abril de 2013. Juarez Beltrão, presidente executivo ADVB/SC.

A homenagem foi na sexta-feira, 18/4, num encontro de empresários catarinenses integrantes da Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing de Santa Catarina realizado no salão de eventos da Tractebel Energia, em Florianópolis, SC.

A iniciativa da diretoria e conselhos da ADVB/SC contou com a presença de empresários e executivos de diversas cidades do estado de Santa Catarina, de Porto Alegre e São Paulo.

Na oportunidade Severo autografou o livro Antunes Severo – o menino do arroio Itapevi, escrito pela jornalista Ana Lavratti, também presente ao encontro.

Sintetizo na pessoa da Denise o reconhecimento agradecido meu e de minha família

 

O Homem-gaivota

Uma história de liberdade, aprendizagem e amor

Ana Maria Ghizzo

“Com 726 quilômetros de extensão, a rodovia Osvaldo Aranha cruza o Rio Grande do Sul no sentido transversal Leste-Oeste. Na altura do quilômetro 522, a BR-290 é cortada por um arroio batizado pelos índios, como tantos na região. Com nascente na Serra do Caverá, o arroio Itapevi se integra a outros cursos d’água até escorrer para fora dos limites do Brasil. Início do século XX. Quase na fronteira com o Uruguai, no triângulo formado pelos municípios de Alegrete, Rosário do Sul e Cacequi, vivem Antônio Cândido Severo e sua esposa, Amazilia do Prado Severo. Na clareira de mata nativa que protege as águas do Itapevi, o agricultor, homeopata e curandeiro constrói a casa de pedra onde veria nascer nove filhos, três homes e seis mulheres (…)Primavera de 1930. (…) A notícia do recrutamento para reforço das tropas militares voa como rastro de pólvora pela campanha sulina. (…) Eurides Ignácio Antunes, filho do agricultor Antônio Ignácio Antunes e de Cândida Rodrigues Antunes, é um dos jovens convocados para sentar praça na Brigada Militar do Estado. Antes de partir, Eurides precisa despedir-se de Lahir, a namorada que vive com os pais Antonio e Amazilia, na casa de pedra à margem esquerda do arroio Itapevi (…)” (LAVRATTI, Ana; Antunes Severo: O menino do arroio Itapevi Ed. Insular, 2012)

Confesso que fico imaginando se a data do seu nascimento foi um daqueles dias em que se espalha pelo ar um clima de que algo extraordinário está preste a acontecer, ou se tudo o que se sucedeu a seguir foi surpresa para aqueles que conviveram com ele no começo da sua caminhada. O fato é que, no dia dois de agosto de 1932, veio ao mundo o único filho de Eurídes Ignácio Antunes e Lahir, então já viúva. Às margens do arroio Itapevi cresceu o menino, a despeito dos atritos e das confusões familiares, apelidado carinhosamente de Mozinho.

Radialista, jornalista, empresário e publicitário, hoje é conhecido como Antunes Severo. Sem perder o cativante olhar e a humildade do menino de outrora foi ouvinte em primeira mão do suicídio de Getúlio Vargas, sócio fundador e diretor da A.S. Propague, professor de comunicação, marketing e vendas, e posteriormente coordenador dos cursos de pós-graduação na UDESC, chefe de gabinete na Secretaria de Imprensa e secretário de comunicação social do Governo do Estado de Santa Catarina, professor na UNISUL, na UNOESC, na UFSC, e coordenador do laboratório de Inovação e Marketing da ÚNICA (curso de administração da FESAG).  Chegou quase à maturidade analfabeto e sem um único documento. Aos 30 anos, já empresário, fez questão de saber mais e aprofundar todos esses conhecimentos práticos. Aos 32 anos capacitou-se, prestou vestibular para Administração, concluiu a graduação em 1971, se especializou, em 1977, e fez mestrado em 2002 pela UDESC.

Recordo hoje a reunião descontraída que tive tempos atrás com Antunes na Unisul, e me fez lembrar uma história que já li e reli umas tantas vezes. A de certa gaivota de nome Fernão. Ela põe na cabeça que voar não deve ser apenas uma forma de conseguir alimento e sobreviver dos predadores. O bichinho se fascina com a brincadeira de tentar acrobacias mirabolantes, a despeito do que pudessem achar ou desaprovar as outras gaivotas do seu clã. Tomo Antunes como minha personificação do homem-gaivota. “Todas as coisas fáceis já foram feitas” – ele diz. Tomado pela paixão do voo, decola sua alma, guiando sua própria história de liberdade, aprendizagem e amor. Ao migrar para regiões de temperaturas mais amenas encontra em Florianópolis seu amor e sua pousada.

E é esse percurso que está escrito por Ana Lavratti no livro Antunes Severo: o menino do arroio Itapevi. Uma biografia eternamente viva, que leio e releio com carinho. Um arranjado de acrobacias, voos rasantes, momentos de planagem, e a história de algumas das muitas gaivotas amigas que desbravaram a essência de voar ao lado de Antunes. Cativaram-se, pois, como ele próprio diz: “O que serviu de solução pra mim, as escadas, os caminhos, não serve pra vocês”. E completa: “Porque se nós fossemos todos certinhos não estaríamos aqui agora, estaríamos numa caverna. Teve que aparecer um louco, filha da puta, peitudo, pra lutar contra o leão. Somos todos loucos, somos poetas, e é assim que se faz a diferença, que se evolui”.

Para quem, ao ler esse texto, pensa em pássaros e voos, digo: não é disso que pretendo, de fato, falar. Ou talvez, seja exatamente sobre isso. De uma forma ou de outra, recomendo que deixe passar um tempo, e torne a ler para que esses escritos possam significar algo novo, de novo, e de novo.  Finalizo com palavras do próprio homem-gaivota: “Uma grande coisa da vida é que eu nunca fiz cesariana nas minhas ideias, elas sempre nasceram ao natural. Se tem força pra nascer ela vai ser boa”. A você, leitor, deixo meus sinceros desejos de ótimas – ou não tão boas assim, porque na adversidade também se aprende – condições de voo!

Créditos da imagem: http://shekinah-shalom.blogspot.com.br | Crédito das fotos: Thaís Teixeira | Publicado no estopim-online.blogspot.com.br | Sexta-feira, 5 de abril de 2013

Gestão customizada da comunicação

O escritórios, oficinas e laboratórios de comunicação têm sido uma das grandes opções de mercado para jornalistas, publicitários e profissionais de relações públicas. Dominando os conceitos da comunicação social e os recursos da moderna tecnologia, ganharam esses profissionais em qualificação, velocidade e custos competitivos. É o caso, por exemplo, da jornalista Ana Lavratti, sócia do escritório Informação, autora de dois dos três cases vencedores no prêmio Mulheres que fazem a diferença, edição 2013, da ACIF – Associação Comercial e Industrial de Florianópolis. Continue lendo ‘Gestão customizada da comunicação’

Propague: os 50 anos de uma iniciativa pioneira. Mais uma ‘aprontada’ do menino do arroio Itapevi

No final de 1962, os radialistas Antunes Severo e Rozendo Vasconcellos Lima criaram uma agência de propaganda chamada AS Propague. Foi uma ousada bravura. Os tempos eram de incerteza, insegurança e instabilidade política, econômica e social. Eram os tempos ferventes do que acabaram resultando na derrubada do governo federal e a assunção de uma junta militar que se perpetuou no poder a partir de 1964.

Por ingenuidade, desinformação ou, quem sabe, por uma premonição atávica, os dois rapazes fundam um negócio desconhecido sem ter a menor tarimba empresarial. Aliás, nem dinheiro tinham. As duas salas alugadas foram pagas com parte dos salários dos dois aventureiros.

Decididos, batalhadores e perseverantes eles venceram as barreiras naturais de toda iniciativa pioneira, fizeram o negócio vingar, crescer e se firmar definitivamente.

Na sexta-feira, 15/3, no centro de eventos do Costão do Santinho, em pleno nordeste da Ilha de Santa Catarina, Antunes Severo – o menino do arroio Itapevi é distinguido e recebe das mãos de Roberto Costa, atual presidente da Agência, a “homenagem da Propague a Antunes Severo por ter dado início à história da agência que mudou a propaganda catarinense”. (A foto da entrega é do Cláudio Schuster e foi cedida pela Ana Cristina Lavratti e a do troféu é uma ousadia do editor e foi clicada com o iPhone).

O menino do arroio Itapevi: a história de uma lenda

Elóy Simões

Foto: Caros Ouvintes

Festival de Gramado, mil novecentos e não sei quantos. Eu estava hospedado no hotel onde aconteceria o coquetel de abertura do evento. Tomei meu banho, vesti-me e desci, todo faceiro. Logo no salão, um baita coquetel. Meio faminto, meio com sede, peguei um petisco e um copo logo abastecido por um solícito garçom, por um uísque de primeiro. Nem bem tinha molhado a garganta com o primeiro gole, um jovem, já meio de porre, aproximou-se de mim. “Elóy, ô Elóy. Lembra-se de mim?”

Infelizmente tenho péssima memória, mas quis ser gentil: “Claro que me lembro”.  “Então, diga meu nome”. Vacilei.

E no que vacilei procurei  ganhar tempo para arrancar o nome do gajo do fundo da minha memória, ele não estava com paciência: “Lembra nada. Só porque eu não sou importante como você”.

E me deu um empurrão, quase me jogando na mesa. Fez isso e Partiu pra cima de mim. “Você está me humilhando. Vou quebrar sua cara.”  Felizmente a turma do deixa disso estava por perto e segurou ele.

Atônito, saí rapidamente dali e fui parar em uma galeria de arte onde uma  exposição estava sendo inaugurada. Continue lendo ‘O menino do arroio Itapevi: a história de uma lenda’