Arquivo do Mês para março, 2013

Propague: os 50 anos de uma iniciativa pioneira. Mais uma ‘aprontada’ do menino do arroio Itapevi

No final de 1962, os radialistas Antunes Severo e Rozendo Vasconcellos Lima criaram uma agência de propaganda chamada AS Propague. Foi uma ousada bravura. Os tempos eram de incerteza, insegurança e instabilidade política, econômica e social. Eram os tempos ferventes do que acabaram resultando na derrubada do governo federal e a assunção de uma junta militar que se perpetuou no poder a partir de 1964.

Por ingenuidade, desinformação ou, quem sabe, por uma premonição atávica, os dois rapazes fundam um negócio desconhecido sem ter a menor tarimba empresarial. Aliás, nem dinheiro tinham. As duas salas alugadas foram pagas com parte dos salários dos dois aventureiros.

Decididos, batalhadores e perseverantes eles venceram as barreiras naturais de toda iniciativa pioneira, fizeram o negócio vingar, crescer e se firmar definitivamente.

Na sexta-feira, 15/3, no centro de eventos do Costão do Santinho, em pleno nordeste da Ilha de Santa Catarina, Antunes Severo – o menino do arroio Itapevi é distinguido e recebe das mãos de Roberto Costa, atual presidente da Agência, a “homenagem da Propague a Antunes Severo por ter dado início à história da agência que mudou a propaganda catarinense”. (A foto da entrega é do Cláudio Schuster e foi cedida pela Ana Cristina Lavratti e a do troféu é uma ousadia do editor e foi clicada com o iPhone).

O menino do arroio Itapevi: a história de uma lenda

Elóy Simões

Foto: Caros Ouvintes

Festival de Gramado, mil novecentos e não sei quantos. Eu estava hospedado no hotel onde aconteceria o coquetel de abertura do evento. Tomei meu banho, vesti-me e desci, todo faceiro. Logo no salão, um baita coquetel. Meio faminto, meio com sede, peguei um petisco e um copo logo abastecido por um solícito garçom, por um uísque de primeiro. Nem bem tinha molhado a garganta com o primeiro gole, um jovem, já meio de porre, aproximou-se de mim. “Elóy, ô Elóy. Lembra-se de mim?”

Infelizmente tenho péssima memória, mas quis ser gentil: “Claro que me lembro”.  “Então, diga meu nome”. Vacilei.

E no que vacilei procurei  ganhar tempo para arrancar o nome do gajo do fundo da minha memória, ele não estava com paciência: “Lembra nada. Só porque eu não sou importante como você”.

E me deu um empurrão, quase me jogando na mesa. Fez isso e Partiu pra cima de mim. “Você está me humilhando. Vou quebrar sua cara.”  Felizmente a turma do deixa disso estava por perto e segurou ele.

Atônito, saí rapidamente dali e fui parar em uma galeria de arte onde uma  exposição estava sendo inaugurada. Continue lendo ‘O menino do arroio Itapevi: a história de uma lenda’

Que história a tua, que me traz de volta as lembranças da minha infância

Acabei de ler uma história que me deixou emocionado, alegre, feliz e a certeza de que tua contribuição para o rádio, televisão e publicidade foram e continuam sendo realmente extraordinárias. Que história a tua, que me traz de volta as lembranças da minha infância em Blumenau ouvindo rádio e me fascinando pelo mesmo até um dia ter a chance que tu tivesses para iniciar essa caminhada sem retoques em tua vida.

Sou uma pessoa muito feliz por tê-lo conhecido e saber através do livro dos caminhos que o levaram a ser reconhecido como um exemplo, um modelo para todos nós. Parabéns. Edemar Annuseck

Annuseck, narrador inconfundível e comentarista esportivo respeitado é um dos mais assíduos colaboradores do site Caros Ouvintes.

Um encontro inesperado e muito comemorado

Paulo Clóvis Schmitz e eu, além de colegas de profissão (e fé) somos amigos há mais de 50 anos. Admiro o trabalho dele como jornalista engajado na divulgação da cultura da Ilha de Santa Catarina e ele sempre se refere ao meu trabalho com muito carinho e generosidade. Mas, pouco convívio pessoal temos.

Nesta sexta-feira, 1/3,  recebemos aqui em casa a visita do PC. Aliás, ele veio à serviço como se dizia no quartel, pois havia agendado entrevistar a Pretinha que eu conheci no rádio, trabalhamos juntos na Rádio Diário da Manhã e casamos.

Aproveitamos então para colocar a conversa em dia e o assunto foi parar no livro que a Ana Lavratti escreveu contando um pouco da minha vida profissional como radialista.

Acabei descobrindo que ele ainda não tinha o livro e então resolvi oferecer-lhe um exemplar, mas com uma condição: a entrega deveria ser registrada em foto para eu divulgar aqui no blog do livro.

Aproveitamos a presença do colega (fotógrafo do ND) Marco Santiago e aí está o flagrante.