Arquivo do Mês para abril, 2013

Nos tempos da Mauro Ramos

Dalton Luiz Gonçalves

Antunes, li sua biografia. Deixou-me muito admirado pela sua trajetória. Tinha conhecimento da sua atividade profissional na Ilha. Sua trajetória é rica em experiência na comunicação. Conhecia Antunes apresentador (Diário) e Antunes como publicitário.

O que mais me impressionou foi sua determinação com referência aos estudos. Parabéns. Determinação. Exemplo para ser contado. Contei hoje para meus dois netos. Um de 15 anos, meio malandro e outro de 11 anos, estudioso e dotado.

Temos amigos em comum, mas tem um que lhe admira muito: Flávio Coelho, meu amigo de infância, da rua Ferreira Lima com Mauro Ramos. Na esquina, o bar do Alemão, onde o Nico Luz frequentava, com seu curió na gaiola.

Foi por causa do Flávio que fui parar em Blumenau (TV Coligadas e Jornal de Santa Catarina). Acompanhava Antunes Severo pelo rádio e auditório. Tenho quase certeza que lhe vi pela primeira vez, nas redondezas da esquina da Ferreira Lima com Mauro Ramos. Não sei se você morava por lá. Este fato instantâneo está na minha memória. Sei lá. Pode ser coisa da idade.

Gostei muito da sua trajetória. O texto é agradável e comovente ao mesmo tempo. Parabéns pela vida. E parabéns pela família consolidada que construíste e pela relação amorosa com as origens. Dalton Luiz Gonçalves.

PS – Nossa turma da esquina: Flávio Coelho, Luiz Henrique da Silveira. Afonso Delambert, Zequinha Pacheco, Carlos Gainete, Prof. Meira (treinador de basquete), Felipe Luz , Cid Silveira, Edgar Moritz etc.

Caro Dalton: É bem possível que a gente tenha se cruzado naquela época (1957, mais ou menos). Eu e a Preta (Nivalda) estávamos namorando e eu comecei a frequentar a casa da família dela que fica entre a sede do Tiro Alemão e a rua José Boiteux, muito perto da esquina da Ferreira Lima com a Mauro Ramos, onde vocês se reuniam. Abraço fraterno, amigo.

Confraria ADVB/SC homenageia sócio fundador da entidade

A ADVB/SC, através dos conselhos deliberativo e fiscal, dos seus ex-presidentes, da diretoria executiva e dos associados, cumprimentam o fundador da Entidade pela passagem dos seus 80 anos e agradecem pela dedicação e pioneirismo marcantes. Florianópolis, 18 de abril de 2013. Juarez Beltrão, presidente executivo ADVB/SC.

A homenagem foi na sexta-feira, 18/4, num encontro de empresários catarinenses integrantes da Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing de Santa Catarina realizado no salão de eventos da Tractebel Energia, em Florianópolis, SC.

A iniciativa da diretoria e conselhos da ADVB/SC contou com a presença de empresários e executivos de diversas cidades do estado de Santa Catarina, de Porto Alegre e São Paulo.

Na oportunidade Severo autografou o livro Antunes Severo – o menino do arroio Itapevi, escrito pela jornalista Ana Lavratti, também presente ao encontro.

Sintetizo na pessoa da Denise o reconhecimento agradecido meu e de minha família

 

O Homem-gaivota

Uma história de liberdade, aprendizagem e amor

Ana Maria Ghizzo

“Com 726 quilômetros de extensão, a rodovia Osvaldo Aranha cruza o Rio Grande do Sul no sentido transversal Leste-Oeste. Na altura do quilômetro 522, a BR-290 é cortada por um arroio batizado pelos índios, como tantos na região. Com nascente na Serra do Caverá, o arroio Itapevi se integra a outros cursos d’água até escorrer para fora dos limites do Brasil. Início do século XX. Quase na fronteira com o Uruguai, no triângulo formado pelos municípios de Alegrete, Rosário do Sul e Cacequi, vivem Antônio Cândido Severo e sua esposa, Amazilia do Prado Severo. Na clareira de mata nativa que protege as águas do Itapevi, o agricultor, homeopata e curandeiro constrói a casa de pedra onde veria nascer nove filhos, três homes e seis mulheres (…)Primavera de 1930. (…) A notícia do recrutamento para reforço das tropas militares voa como rastro de pólvora pela campanha sulina. (…) Eurides Ignácio Antunes, filho do agricultor Antônio Ignácio Antunes e de Cândida Rodrigues Antunes, é um dos jovens convocados para sentar praça na Brigada Militar do Estado. Antes de partir, Eurides precisa despedir-se de Lahir, a namorada que vive com os pais Antonio e Amazilia, na casa de pedra à margem esquerda do arroio Itapevi (…)” (LAVRATTI, Ana; Antunes Severo: O menino do arroio Itapevi Ed. Insular, 2012)

Confesso que fico imaginando se a data do seu nascimento foi um daqueles dias em que se espalha pelo ar um clima de que algo extraordinário está preste a acontecer, ou se tudo o que se sucedeu a seguir foi surpresa para aqueles que conviveram com ele no começo da sua caminhada. O fato é que, no dia dois de agosto de 1932, veio ao mundo o único filho de Eurídes Ignácio Antunes e Lahir, então já viúva. Às margens do arroio Itapevi cresceu o menino, a despeito dos atritos e das confusões familiares, apelidado carinhosamente de Mozinho.

Radialista, jornalista, empresário e publicitário, hoje é conhecido como Antunes Severo. Sem perder o cativante olhar e a humildade do menino de outrora foi ouvinte em primeira mão do suicídio de Getúlio Vargas, sócio fundador e diretor da A.S. Propague, professor de comunicação, marketing e vendas, e posteriormente coordenador dos cursos de pós-graduação na UDESC, chefe de gabinete na Secretaria de Imprensa e secretário de comunicação social do Governo do Estado de Santa Catarina, professor na UNISUL, na UNOESC, na UFSC, e coordenador do laboratório de Inovação e Marketing da ÚNICA (curso de administração da FESAG).  Chegou quase à maturidade analfabeto e sem um único documento. Aos 30 anos, já empresário, fez questão de saber mais e aprofundar todos esses conhecimentos práticos. Aos 32 anos capacitou-se, prestou vestibular para Administração, concluiu a graduação em 1971, se especializou, em 1977, e fez mestrado em 2002 pela UDESC.

Recordo hoje a reunião descontraída que tive tempos atrás com Antunes na Unisul, e me fez lembrar uma história que já li e reli umas tantas vezes. A de certa gaivota de nome Fernão. Ela põe na cabeça que voar não deve ser apenas uma forma de conseguir alimento e sobreviver dos predadores. O bichinho se fascina com a brincadeira de tentar acrobacias mirabolantes, a despeito do que pudessem achar ou desaprovar as outras gaivotas do seu clã. Tomo Antunes como minha personificação do homem-gaivota. “Todas as coisas fáceis já foram feitas” – ele diz. Tomado pela paixão do voo, decola sua alma, guiando sua própria história de liberdade, aprendizagem e amor. Ao migrar para regiões de temperaturas mais amenas encontra em Florianópolis seu amor e sua pousada.

E é esse percurso que está escrito por Ana Lavratti no livro Antunes Severo: o menino do arroio Itapevi. Uma biografia eternamente viva, que leio e releio com carinho. Um arranjado de acrobacias, voos rasantes, momentos de planagem, e a história de algumas das muitas gaivotas amigas que desbravaram a essência de voar ao lado de Antunes. Cativaram-se, pois, como ele próprio diz: “O que serviu de solução pra mim, as escadas, os caminhos, não serve pra vocês”. E completa: “Porque se nós fossemos todos certinhos não estaríamos aqui agora, estaríamos numa caverna. Teve que aparecer um louco, filha da puta, peitudo, pra lutar contra o leão. Somos todos loucos, somos poetas, e é assim que se faz a diferença, que se evolui”.

Para quem, ao ler esse texto, pensa em pássaros e voos, digo: não é disso que pretendo, de fato, falar. Ou talvez, seja exatamente sobre isso. De uma forma ou de outra, recomendo que deixe passar um tempo, e torne a ler para que esses escritos possam significar algo novo, de novo, e de novo.  Finalizo com palavras do próprio homem-gaivota: “Uma grande coisa da vida é que eu nunca fiz cesariana nas minhas ideias, elas sempre nasceram ao natural. Se tem força pra nascer ela vai ser boa”. A você, leitor, deixo meus sinceros desejos de ótimas – ou não tão boas assim, porque na adversidade também se aprende – condições de voo!

Créditos da imagem: http://shekinah-shalom.blogspot.com.br | Crédito das fotos: Thaís Teixeira | Publicado no estopim-online.blogspot.com.br | Sexta-feira, 5 de abril de 2013

Gestão customizada da comunicação

O escritórios, oficinas e laboratórios de comunicação têm sido uma das grandes opções de mercado para jornalistas, publicitários e profissionais de relações públicas. Dominando os conceitos da comunicação social e os recursos da moderna tecnologia, ganharam esses profissionais em qualificação, velocidade e custos competitivos. É o caso, por exemplo, da jornalista Ana Lavratti, sócia do escritório Informação, autora de dois dos três cases vencedores no prêmio Mulheres que fazem a diferença, edição 2013, da ACIF – Associação Comercial e Industrial de Florianópolis. Continue lendo ‘Gestão customizada da comunicação’