Arquivo do Mês para julho, 2013

Quando as saudades se encontram

Vivemos parte de nossa vida na mesma cidade e atualmente moramos numa outra mesma cidade. Não nos conhecemos pessoalmente. Mas, sabemos da existência um do outro até porque atuamos na mesma área profissional. Mário Pereira é escritor e publica suas crônicas no Diário Catarinense. Nada de mistério. Porém, um pouco de suspense sempre estimula a curiosidade. Nesse sábado, 20/7, quando li sua crônica Na aurora da minha vida no caderno de Cultura do DC não resisti a tentação e envie-lhe mensagem solicitando permissão para publicá-la no site Caros Ouvintes. Hoje recebi, além da autorização para publicar a crônica, uma carinhosa mensagem que me transportou para a pequena Rosário do Sul dos anos 1950 quando tive meu primeiro contato com a comunicação: as letras, o teatro, o serviço de alto falantes Som Azul Estúdio da Praça Central e os microfones da ZYU-2 Rádio Marajá. Quando o Mário mencionou alguns sobre nomes de famílias rosarienses, minha alegria foi ainda maior por saber que um dos meus maiores amigos e grande incentivador tem a mesma descendência: João Osório Bonfiglio Retamal. João Osório, estudamos juntos no curso noturno do Senac e ele me levou para o teatro quando num 7 de setembro representamos o Grito do Ipiranga. Eu, no papel de Dom Pedro, saquei a espada da bainha, levantei o braço e gritei no centro do palco: “Independência ou morte!” Sim, Mário. Bons tempos, saudades.

Uma visita singular

Patrícia Karla Firmino e Antunes Severo

Pois, na sexta-feira, 19/7, temperatura abaixo dos dez graus e uma chuvinha que ia e vinha soprada insistentemente pelo sempre temido vento sul, nós – Ana Cristina Lavratti e eu – chegávamos  à recepção da Biblioteca Pública de Santa Catarina, pontualmente às 15 horas, como previamente agendado com a coordenadora da biblioteca, Patrícia Karla Firmina.

Objetivo da visita, doar exemplares dos livros Seus Olhos e Antunes Severo – O menino do arroio Itapevi, de autoria da Ana Lavratti; e Memória da Radiodifusão Catarinense resultado de uma pesquisa de dois anos coordenada pelo Marco Aurélio Gomes e eu.

Ana Lavratti, Patrícia Karla Firmino

Ao final da visita, uma surpresa: Santa Catarina tem em vigor a Lei Grando, cujo projeto foi aprovado pela Assembleia Legislativa e Sancionado pelo governo do Estado, em 27 de julho de 1992. Por essa lei o governo do Estado se obriga adquirir livros de autores catarinenses e os que aqui residam para “municiar as Bibliotecas Públicas Municipais.

Como a lei existe e não está sendo cumprida nós vamos levantar essa bandeira através do site do Instituto Caros Ouvintes. Na mesma esteira apuramos, em entrevista realizada com a coordenadora da Biblioteca Pública do Estado de Santa Catarina que outra lei, que poderia beneficiar leitores e escritores também caiu no esquecimento, a lei número 11.074/1999.

Acompanhe esse movimento pelo www.carosouvintes.org.br e também pelo nosso blog do livro www.antunessevero.com.br para que a repercussão chegue a toda a população de Santa Catarina que será a principal beneficiada.

Perenizando a espécie

Neste momento de balanço, em que nos aproximamos do primeiro aniversário de lançamento da biografia “Antunes Severo, o menino do arroio Itapevi”, somamos ao grande estoque de emoções acumulado no período um pequeno cuidado: o de perenizar a nossa obra antes que o modesto estoque da primeira edição se esgote.

Irene Rios, presidente da Câmara Catarinense do Livro

Nos últimos dias, o livro foi entregue em mãos à coordenadora do Projeto Floripa Letrada, Rosania Tomaz, e sua abnegada equipe, à idealizadora da biblioteca Barca dos Livros, Tania Piacentini, e à presidente da Câmara Catarinense do Livro, Irene Rios. Na mesma ocasião, a autora, Ana Lavratti, também dedicou a estas entidades sua obra de estreia na literatura, “Seus Olhos, depoimentos de quem não vê como você nunca viu”.

Tania Piacentini, Idealizadora da Barca dos Livros

Recebido com grande aceitação por parte do público e entusiasmo pelos formadores de opinião, o livro “Antunes Severo…” foi lançado em 2 de agosto de 2012 no Palácio Cruz e Sousa, em Florianópolis, e desde então teve sessões de autógrafos na ADVB, Feira do Livro, UFSC, Unisul, Estácio de Sá e Uniban. O próximo encontro entre leitores, autora e personagem está previsto para a ESAG/UDESC, onde Antunes Severo foi o primeiro presidente do Diretório Acadêmico.

Rosania Tomaz (de azul) e a equipe do Floripa Letrada

O sonhador de Itapevi

George Peixoto, Pedro Carlos Martins, Antunes Severo, Roberto Costa e João Benjamim

Remexendo nos textos produzidos pela Ana Lavratti quando do lançamento da idéia de escrever um livro relatando parte da minha vida de radialista encontrei este release que me fez lembrar de um evento sobre um outro ângulo de parte da minha vida profissional: o empresário. Em 1962 eu e Rozendo Lima, um colega de rádio resolvemos criar uma empresa na área de comunicação, uma agência de propaganda com o nome de AS Propague.

A agência, uma das primeiras no estado continua existindo e é ainda uma das líderes de mercado. Rozendo em 1970 voltou-se para outras atividades e eu permaneci até 1978 quando vendi minha parte para aos demais sócios. Em 1988, Roberto Costa, atual proprietário, publicou o livro PROPAGUE – 25 anos de história da propaganda de Santa Catarina. À jornalista Rachel Wandelli, coube a tarefa de me entrevistar e escrever um artigo falando da minha participação na história da empresa.

Ela intitulou o artigo como o sonhador de Itapevi, que passados mais 25 anos serviu de tema para o livro da Aninha.

Na continuação você pode ler o texto-resumo que a Ana Lavratti fez para enviar a imprensa comunicando o lançamento do livro ANTUNES SEVERO – O menino do arroio Itapevi. Continue lendo ‘O sonhador de Itapevi’