Justiça merecida

Antunes e João Décio

O jornalista João Décio Machado Pacheco escreveu o texto abaixo, publicado no facebook por sua filha Lili Macedo. Republicamos aqui no Caros Ouvintes como forma de compartilhar estas memórias e a homenagem de Pacheco ao presidente do Instituto Caros Ouvintes, Antunes Severo.

No último dia 23 de março, mais um destaque ultra merecido – titulo de Cidadão Honorário de Florianópolis – foi entregue, entre outros tantos, a Eurides Antunes Severo, ao longo de sua retumbante trajetória profissional.

Sinto-me como se também tivesse recebido tais honrarias, já que acompanhei de perto sua gloriosa marca de sucessos inquestionáveis; imagine, caro leitor, que alcancei o privilégio de ter sido seu sócio ao lado de Rozendo Lima e Unuri Silvério na Padrão Produções Sonoras, ligada a famosa A.S. Propague. Não preciso dizer mais do que já afirmei, inclusive a ele pessoalmente, quando comparei sua chegada a esta terra maravilhosa como um marco, que dividia magistralmente o tempo da comunicação, não só do setor da propaganda, em – antes e depois de Antunes Severo!

Sua ação, a partir da criação da A.S. Propague, beneficiou e sustentou rádios, jornais e revistas, além de muitos profissionais do ramo, que só vieram a exercer dignamente a sua profissão, após o advento chamado – Antunes Severo!

Antes deste tempo, campeava o amadorismo do qual fiz parte.

Sempre fomos muito bons no que fazíamos, eu e igualmente amigos igualmente geniais! Este seria um capítulo a parte a ser escrito, o que não cabe no momento.

O importante é enaltecer o fenômeno Antunes, que veio preencher o que nos faltava: uma diretriz, a convicção de nossos valores, para converter nossas ações, em números que nos fizessem prosperar comercialmente.

Antes de Antunes, cansei de trabalhar de graça, só pelo prazer de ver reconhecido o meu talento. Como pois, não reprisar meu testemunho a esse homem, que a meu ver, ainda não teve todo reconhecimento merecido?

Aliás, uma coisa eu ainda não tive o prazer de assistir, vindo desta terra abençoada: o exemplo de outros centros do País, especialmente do norte e nordeste, que tudo fazem para enaltecer seus “ídolos” a nível nacional.

Não é possível ignorar o que representaram para a comunicação de Floripa e Santa Catarina, Manoel de Menezes, com a sua Rádio e Jornal A Verdade, avançado um século no tempo do jornalismo, reconhecido na época até por um seu desafeto, 1º Tabelião de Notas da Capital, meu amigo e patrão.

Menezes usava na época toda a técnica na conquista do Ibope, que somente muitos anos depois foi implementado por veículos de ponta, como o Estado de São Paulo, Veja, Folha, O Globo e todos os demais órgãos do ramo que pretendam garantir o seu lugar ao sol.

Mesmo incompreendido, Manoel de Menezes foi sucesso absoluto, como foi o Jornal A Ponte de Odilon Lunardelli, O Estado de José Matusalém Comelli, para não entrarmos nos veículos de rádio e televisão do meu amigo Darci Lopes, o que alongaríamos por demais este meu desabafo entusiasmado.

Deixo de lado também o setor do talento artístico, onde lembro de amigos como: Mazinho do Trombone, Djalma do Sax, Luiz Henrique Rosa, Zininho, Neide Maria, Regina Vaz e tantos outros, que espero, ainda venham a ser lembrados, por parte daqueles que continuam na ativa, e que igualmente são merecedores dos maiores destaques pelo que fizeram e continuam fazendo pela nossa comunicação, a exemplo de Cacau Menezes – o amarelo de berço mais badalado, cuja herança o credencia; Roberto Alves, Miguel Livramento, Emílio Cerri, Walter Souza, Cyro Barreto, Marisa Ramos, Osmar Teixeira, José Valério, Roberto Salum, Dakir Polidoro, Renê Roberto, Sílvio Loddi, Nabor Prazeres, Salvador dos Santos entre outros que meu inimigo Alzheimer deve ter feito com que os esquecesse de momento; a estes que, justo por estarem brilhando em seus postos, e que para nossa alegria ainda não partiram desta para melhor, dispensam meu comentário.

Falando no presente, sobre os tempos atuais, ainda assim tenho que destacar novamente, Antunes Severo! Não fora este salvador da nossa comunicação, e não teríamos resgatada a memória da nossa história através do seu Instituto Caros Ouvintes outro marco, vindo de seu inesgotável talento criativo

Portanto, Antunes, ao contrário de muitos forasteiros que por aqui passaram, você representa a boa nova em todos os tempos, muitos anos ao lado de outra figura inesquecível da nossa comunicação na época, atuando na famosa Diário da Manhã, jornalista Adolfo Zigelli.

Na verdade, seria injusto não mencionar nomes como Hélio Kersten Silva, Aibil Barreto, JJ. Barreto, Amílcar Cruz Lima, Júlio Behnke e tantos outros que, direta ou indiretamente se beneficiaram com a sua imponente presença em nosso meio.

Espero ter que cumprimentá-lo outras vezes por destaques merecidos, que haverão de surgir, no afã de te fazer a Justiça merecida.

Do amigo e admirador,

Jornalista João Décio Machado Pacheco

 

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