Entrega da comenda na noite do dia sete de agosto

Mário Neves (E), Antunes Severo, Joares Ponticelli

A homenagem aos dois radialistas, Antunes Severo e José Francisco Müller Bohner, fazia parte da solenidade de abertura do 15º Congresso Catarinense de Radiodifusão. A comenda da Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão, desde que foi criada até o presente conta com 26 homenageados. Severo foi o 27º recebendo a condecoração das mãos do empresário e presidente do congresso, Mário Neves e do deputado Joares Ponticelli, presidente da Assembleia Legislativa do estado de Santa Catarina.

Antunes lê a mensagem. Ao fundo o pres. do 15º Congresso e o presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina

Antunes Severo, convidado a falar, fez uma breve reflexão dizendo:

“A vida depende do ângulo em que cada um se coloca como parte do universo. Sou um entre sete bilhões de habitantes da terra; sou um entre os quase 200 milhões de brasileiros; sou um entre os seis milhões de catarinenses; sou um entre os 421 habitantes de Florianópolis; e, a partir deste momento, sou um entre os 26 comendadores da Acaert. Título que será honrado por mim e pela minha descendência per onminia seaculum seculorum. Sou grato ao meu pai e a minha mãe pelo amor com que me conceberam. Sou eternamente grato a esses dois camponeses que nasceram e morreram humildes e simples, como eu também ei de morrer”. No podcast você pode ouvir a matéria publicada pelo radiojornal Acaert Notícias.

Agradecendo os aplausos

 

 

Homenagem a radialistas

Congresso | Antunes Severo e José Francisco Bohner receberam comenda da ACAERT

Bohner (E) e Antunes

Eurides Antunes Severo e José Francisco Müller Bohner, com mais de 50 anos dedicados ao rádio, receberam ontem a comenda da Acaert (Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão) durante a abertura do 15º Congresso Catarinense de Rádio e Televisão.

Os dois homenageados entraram num seleto grupo com outros 26 profissionais. Antunes  foi o primeiro a subir no palco. Natural de Rosário, no Rio Grande do Sul, ele começou no rádio em 1950, em um serviço de falantes numa praça. Depois foi locutor, repórter, noticiarista, produtor e apresentador de programas de auditório em emissoras do Paraná, São Paulo e Santa Catarina.

Em Florianópolis desde 1956, tornou-se Mestre em Administração e foi professor na Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina), UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), Furb (Universidade Regional de Blumenau) e Unisul (Universidade do Sul de Santa Catarina).

Ao receber a comenda, disse (…) “O título será louvado por mim e por minha descendência”.

O outro homenageado foi José Francisco, que nasceu em Ijuí, também no Rio Grande do Sul, e depois se mudou para Chapecó. E desde os nove anos frequentava a emissora da família. Com ma morte do patriarca em 1972, ele assumiu a direção. “É a colheita que a gente plantou, falou sobre o prêmio.

 Maurício Frighetto | [email protected]

Quando as saudades se encontram

Vivemos parte de nossa vida na mesma cidade e atualmente moramos numa outra mesma cidade. Não nos conhecemos pessoalmente. Mas, sabemos da existência um do outro até porque atuamos na mesma área profissional. Mário Pereira é escritor e publica suas crônicas no Diário Catarinense. Nada de mistério. Porém, um pouco de suspense sempre estimula a curiosidade. Nesse sábado, 20/7, quando li sua crônica Na aurora da minha vida no caderno de Cultura do DC não resisti a tentação e envie-lhe mensagem solicitando permissão para publicá-la no site Caros Ouvintes. Hoje recebi, além da autorização para publicar a crônica, uma carinhosa mensagem que me transportou para a pequena Rosário do Sul dos anos 1950 quando tive meu primeiro contato com a comunicação: as letras, o teatro, o serviço de alto falantes Som Azul Estúdio da Praça Central e os microfones da ZYU-2 Rádio Marajá. Quando o Mário mencionou alguns sobre nomes de famílias rosarienses, minha alegria foi ainda maior por saber que um dos meus maiores amigos e grande incentivador tem a mesma descendência: João Osório Bonfiglio Retamal. João Osório, estudamos juntos no curso noturno do Senac e ele me levou para o teatro quando num 7 de setembro representamos o Grito do Ipiranga. Eu, no papel de Dom Pedro, saquei a espada da bainha, levantei o braço e gritei no centro do palco: “Independência ou morte!” Sim, Mário. Bons tempos, saudades.

Uma visita singular

Patrícia Karla Firmino e Antunes Severo

Pois, na sexta-feira, 19/7, temperatura abaixo dos dez graus e uma chuvinha que ia e vinha soprada insistentemente pelo sempre temido vento sul, nós – Ana Cristina Lavratti e eu – chegávamos  à recepção da Biblioteca Pública de Santa Catarina, pontualmente às 15 horas, como previamente agendado com a coordenadora da biblioteca, Patrícia Karla Firmina.

Objetivo da visita, doar exemplares dos livros Seus Olhos e Antunes Severo – O menino do arroio Itapevi, de autoria da Ana Lavratti; e Memória da Radiodifusão Catarinense resultado de uma pesquisa de dois anos coordenada pelo Marco Aurélio Gomes e eu.

Ana Lavratti, Patrícia Karla Firmino

Ao final da visita, uma surpresa: Santa Catarina tem em vigor a Lei Grando, cujo projeto foi aprovado pela Assembleia Legislativa e Sancionado pelo governo do Estado, em 27 de julho de 1992. Por essa lei o governo do Estado se obriga adquirir livros de autores catarinenses e os que aqui residam para “municiar as Bibliotecas Públicas Municipais.

Como a lei existe e não está sendo cumprida nós vamos levantar essa bandeira através do site do Instituto Caros Ouvintes. Na mesma esteira apuramos, em entrevista realizada com a coordenadora da Biblioteca Pública do Estado de Santa Catarina que outra lei, que poderia beneficiar leitores e escritores também caiu no esquecimento, a lei número 11.074/1999.

Acompanhe esse movimento pelo www.carosouvintes.org.br e também pelo nosso blog do livro www.antunessevero.com.br para que a repercussão chegue a toda a população de Santa Catarina que será a principal beneficiada.

Perenizando a espécie

Neste momento de balanço, em que nos aproximamos do primeiro aniversário de lançamento da biografia “Antunes Severo, o menino do arroio Itapevi”, somamos ao grande estoque de emoções acumulado no período um pequeno cuidado: o de perenizar a nossa obra antes que o modesto estoque da primeira edição se esgote.

Irene Rios, presidente da Câmara Catarinense do Livro

Nos últimos dias, o livro foi entregue em mãos à coordenadora do Projeto Floripa Letrada, Rosania Tomaz, e sua abnegada equipe, à idealizadora da biblioteca Barca dos Livros, Tania Piacentini, e à presidente da Câmara Catarinense do Livro, Irene Rios. Na mesma ocasião, a autora, Ana Lavratti, também dedicou a estas entidades sua obra de estreia na literatura, “Seus Olhos, depoimentos de quem não vê como você nunca viu”.

Tania Piacentini, Idealizadora da Barca dos Livros

Recebido com grande aceitação por parte do público e entusiasmo pelos formadores de opinião, o livro “Antunes Severo…” foi lançado em 2 de agosto de 2012 no Palácio Cruz e Sousa, em Florianópolis, e desde então teve sessões de autógrafos na ADVB, Feira do Livro, UFSC, Unisul, Estácio de Sá e Uniban. O próximo encontro entre leitores, autora e personagem está previsto para a ESAG/UDESC, onde Antunes Severo foi o primeiro presidente do Diretório Acadêmico.

Rosania Tomaz (de azul) e a equipe do Floripa Letrada

O sonhador de Itapevi

George Peixoto, Pedro Carlos Martins, Antunes Severo, Roberto Costa e João Benjamim

Remexendo nos textos produzidos pela Ana Lavratti quando do lançamento da idéia de escrever um livro relatando parte da minha vida de radialista encontrei este release que me fez lembrar de um evento sobre um outro ângulo de parte da minha vida profissional: o empresário. Em 1962 eu e Rozendo Lima, um colega de rádio resolvemos criar uma empresa na área de comunicação, uma agência de propaganda com o nome de AS Propague.

A agência, uma das primeiras no estado continua existindo e é ainda uma das líderes de mercado. Rozendo em 1970 voltou-se para outras atividades e eu permaneci até 1978 quando vendi minha parte para aos demais sócios. Em 1988, Roberto Costa, atual proprietário, publicou o livro PROPAGUE – 25 anos de história da propaganda de Santa Catarina. À jornalista Rachel Wandelli, coube a tarefa de me entrevistar e escrever um artigo falando da minha participação na história da empresa.

Ela intitulou o artigo como o sonhador de Itapevi, que passados mais 25 anos serviu de tema para o livro da Aninha.

Na continuação você pode ler o texto-resumo que a Ana Lavratti fez para enviar a imprensa comunicando o lançamento do livro ANTUNES SEVERO – O menino do arroio Itapevi. Continue lendo ‘O sonhador de Itapevi’

Caro Antunes

Prof. Luiz Carlos

Recentemente tive a oportunidade de ler sua biografia escrita pela jornalista Ana Lavratti e confesso que fostes e és uma lição de vida para qualquer pessoa nesse mundo. Vindo praticamente do nada e criando uma história de vida que deixará para as futuras gerações um marco e uma fonte riquíssima de exemplo de superação e conquistas. Parabéns amigo por esse exemplo de vida. Luiz Carlos Silva, professor de língua estrangeira no Colégio Educar e na Academia Washington ambos em Biguaçu/SC

Olá Antunes! Publiquei no meu blog sobre seu livro

Watson Zucco Weber

Tenho a honra de ser amigo de Antunes Severo, fundador da primeira agência de propaganda de Santa Catarina, um dos principais nomes do início da radiodifusão de Florianópolis. Antunes foi diretor de importantes veículos e entidades de comunicação e marketing, além de secretário de comunicação do Estado. Voltou a estudar na casa dos 30 anos e hoje é Mestre. Ano passado lançou sua biografia, escrita pela jornalista Ana Lavratti, que a poucos dias terminei de ler: Antunes Severo, O Menino do Arroio Itapevi.

Adorei ler o seu livro e recomendo como leitura fundamental pra quem quer conhecer a história da comunicação catarinense, relatada por quem é parte dela. Obra importantíssima para inspirar jovens em busca de seus sonhos. Sua história prova que o reconhecimento chega como consequência do trabalho feito com paixão.

Antunes é um exemplo, um ídolo, um guru. Obrigado Antunes por tudo que você fez e faz pela comunicação em nosso Estado!

Abraços! Saudações | Watson Zucco Weber | Diretor de Comunicação | Studio 20 Filmes | (47) 3340 2220 | www.vinte.net | www.supercomunicador.com.br

E que bom filme é sua vida, exibido aos leitores pela direção segura da Ana Lavratti!

Niterói, 11 de junho de 20

 Caro Antunes Severo:

Acabo de ler “Antunes Severo: o menino do arroio Itapevi”. Isto significa que acabei de fazer uma viagem maravilhosa, não nas ondas hertzianas normais porém noutras que são completamente inefáveis, envolvendo sonhos, persistência, caráter, adversidades, vitórias – esses ingredientes de que são construídas as grandes vidas, aquelas que, se vê, valeram ser vividas e se constituem em preciosos exemplos a serem seguidos.

Vi aí, pelo menos um herói – o protagonista, claro – e duas heroínas: Dona Lahir e sua “Pretinha”.

Dona Lahir, me permito homenagear por tudo o que ela representou, dignificando a condição de mulher e de mãe; pela luta contra todas as vicissitudes; por olhar de frente a carranca de um destino cruel, e transformá-lo numa plataforma de solidez moral e de coragem da qual saltaram seus filhos, em especial o menino que brilharia tanto em tudo o que tem feito.

Sua esposa, homenageio por ver implícito na leitura do livro o quanto ela tem representado em sua vida, confirmando aquela velha história de que “por detrás de todo grande homem…”.

Meu pensamento é muito cinematográfico; quando escrevo, e quando leio, vão-me passando diante dos olhos todas as cenas, como num filme. E que bom filme é sua vida, exibido aos leitores pela direção segura da Ana Lavratti!

Vi nitidamente a torre com o cata-vento da vila, que ligava o céu das transmissões radiofônicas à vida concreta do menino; vi o capinador de ruas, o lenhador; vi o soldado, leal porém orgulhoso de seus princípios e acalentador de sonhos, que até à cadeia do quartel o levariam.

Vi o arco de iniciativa, trabalho e (por que não?) um pouco de sorte, que ligou o menino analfabeto ao empresário bem sucedido, passando pelo galã que encantava as jovens, o incrível repórter, o locutor seguro, o noticiarista competente, o animador de auditórios, o idealizador e realizador de projetos, o chefe exigente porém humano, o coordenador de equipes  – e tantos outros Antunes Severo dentro do nada severo Antunes.

Admirei, destacadamente, o homem do rádio, não somente no sentido de um trabalho ou uma profissão, mas no sentido de uma missão. Uma missão de amor à palavra falada e lançada, ao mesmo tempo com carinho e força, nos ouvidos, corações e mentes de milhares de ouvintes.

Lendo o livro, fui das quase lágrimas a risos nas passagens jocosas.

Minha esposa, Lúcia, com quem comentei várias passagens, acabou por compartilhar esse prazer de ver contada sua vida – que com certeza daria pra fazer muitos outros livros.

Fiquei contente de ver alguns pontos de convergência em nossas vidas: o amor pelo rádio é uma, evidentemente. Outras duas: minha mãe, falecida aos 85 anos, era espírita, e por intermédio dela tive acesso a leituras como “Nosso Lar”. Na juventude tive oportunidade de participar da ajuda a algumas instituições, como você e sua esposa ainda fazem em relação ao Núcleo Espírita que tem justamente esse nome da famosa obra que terá sido ditada ao Chico Xavier pelo espírito de André Luiz.

A terceira convergência: sua dissertação de mestrado tem como objeto de estudo comparativo a Fundação Getúlio Vargas, instituição na qual trabalhei por 19 anos, tendo ingressado por concurso como escriturário e saído como professor, para ir para a Uerj, na qual me aposentei, na área da filosofia. Lúcia, hoje também aposentada, continuou na FGV por toda a sua vida de trabalho, chegando à chefia dos Recursos Humanos.

Obrigado pelo livro e, especialmente, pelo conteúdo: o exemplo de sua vida.

Permito-me fazer-lhe dois pedidos. O primeiro: continuar a ceder-me espaço no Caros Ouvintes, forma pela qual me sentirei honrado em contribuir com seus projetos. O segundo: juntar-me aos milhares de amigos que você soube fazer durante sua bonita e produtiva vida.

Grande abraço! Carino

Ana Lavratti ganha mais um testemunho da história que contou

Bar e Armazem Itapevi, na encruzilhada da BR 290 com a estrada que vai em direção à Serra do Caverá. Em primeiro plano o sobrinho Edemilson Severo Cunha e o meu irmão por parte de mãe Jesus Severo

Amigo Antunes Severo, visitei o blog e encontrei a reprodução da minha mensagem. Foi ótimo.  Assim fiquei mais atualizado sobre suas publicações. Sobre o Eloy tinha dúvida quem era. A gora pelo Gmail, tive a certeza de que realmente eu conheço o Eloy do Prado Severo, fica bem perto de onde nós moramos. Tive pesquisando com os vizinhos moradores da região e logo surgiram as lembranças daquela época.

Nosso avô Antônio Cândido Severo

Sobre Antonio Cândido Severo, a historia real quem contava era a tia Arminda irmã da minha mãe: “Eles vinham de umas carreiras ali perto e o tal assassino, ele e outro cara, entraram em negócio dizendo que queriam comprar vacas. Só que na verdade era uma emboscada. Um cara ficou para mais distante e outro seguiu o meu vô e na cancela que era giratória quando ele se abaixou para girar a cancela o assino deu um tiro mortal nele (a traição)”. Tem lá onde era a cancela uma pedra com uma cruz onde ele tombou, só  não sei se tem a data.

Sobre a localização da casa que você mencionou, está correta. Essa propriedade há muitos anos foi comprada pelo Sr. Otaviano Silveira de Souza.  A casa está lá igual, paredes de pedra com algumas reformas, mas mantendo o original como era. Hoje mora lá um filho dele, Odilcon Iarto de Souza.

Sobre a tia Eloá e tio João Vieira, ambos já falecidos, o filho dele esteve aqui hoje e comentou que faz 17 anos que ele faleceu. O Mazário já está com quase setenta ou setenta, não lembro bem, esta enfrentando sério problema de saúde. Se você adicionar Berê Amaral, vai ver as fotos que fizeram no churrasco de aniversário dele agora em maio.

Sobre a balança está lá pesando gado e o Bar Itapevi está com a Berê e o Jorge Augusto. Minha Mãe é irmã do finado João Vieira por parte de pai. Nós moramos enfrente ao local de arremates a onde está a Balança e o Bar Itapevi. A ponte que divide os municípios fica dentro do nosso campo na BR 290.

A Igrejinha está lá, foi restaurada há alguns anos. O meu pai está sepultado lá e vários outros parentes das famílias Severo, Vieira, Silveira, Amaral e mais alguns que entraram na família.

Darci Severo Vieira, meu primo irmão, filho da tia Eloá e do tio João Vieira, irmão do Mazário, em foto de 12 de setembro de1955.

Minha mãe Horizontina do Amaral Severo, apelidada Mulata, se Deus quiser, dia 04 de Agosto vai completar 94 anos, ela está muito bem graças a Deus, com ótima saúde, melhor que os filhos.

Eu vou conversar com o Eloy sobre os locais aqui da região. Assim que der vou bater algumas fotos dos locais e vou lhe enviar tudo atualizado.

Estou esperando o livro. Já encomendei, deve chegar esta semana; estou aguardando e muito curioso.

Estou respondendo hoje porque soube que você estava para a feira do livro.

Se tiver algumas idéias sobre qualquer coisa referente ao local Itapevi estou a disposição do amigo, pode mandar perguntar que lhe responderei corretamente. Um grande abraço. Mais uma vez meus parabéns por essa sua linda história e exemplo de vida. Elias Severo